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quarta-feira, 20 de julho de 2016

UFC das máquinas, conheça Minotaur



No campo de luta, o Minotaur, um robô brasileiro construído pela equipe carioca RioBotz, formada por alunos da PUC-Rio, está um pouco mais para José Aldo do que para o quase xará Minotauro. É baixinho, mas extremamente robusto e implacável com os adversários.
A máquina de luta carioca está se destacando no BattleBots, um programa de grande sucesso já apelidado de “UFC das máquinas” e transmitido pela rede de tevê americana ABC. Até agora, Minotaur venceu suas duas lutas, contra o robô britânico Photon Storm, no dia 23 junho, e o norte-americano Blacksmith, no dia 7 de julho.



O próximo adversário e a data do embate ainda está em definição.
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O robô brasileiro é o único competidor de país de língua não-inglesa a participar deste torneio. É a segunda edição deste mundial de combate na ABC -- antes, o programa havia sido transmitido pelo canal Comedy Central por cinco anos. A primeira, teve uma média de audiência de 5 milhões de pessoas por episódio.
“É o reconhecimento do trabalho da equipe. A RioBotz existe desde 2003 e é uma das equipes de robótica mais vencedoras deste tipo de competição no mundo. É bastante famosa entre o público especializado, mas nunca teve a projeção que fosse além da comunidade da robótica. Neste programa, o público é bem diverso. Muitas crianças assistem”, conta Marco Antonio Meggiolaro, coordenador da equipe e professor do curso de Engenharia Mecânica e da pós-graduação em Robótica na PUC-Rio.
Ele e cinco estudantes viajaram para a competição, nos Estados Unidos. “Mas a equipe é maior. São cerca de 30 alunos na RioBotz. E dos mais diversos cursos: engenharias, Elétrica, Eletrônica. Tem gente até área de comunicação atuando na divulgação, na atualização das páginas”, diz Meggiolaro.

Na primeira aparição do robô brasileiro no horário nobre da tevê americana (o programa vai ao ar às 20 horas), o Minotaur enfrentou o Photon Storm, de uma equipe há 16 anos na robótica: a britânica Storm. A máquina brasileira de 113 quilos conseguiu derrotar o robô adversário, cuja principal arma era uma pinça com força equivalente a 12 toneladas.
A segunda luta foi contra o BlackSmith, robô americano que compete há 20 anos. O desafio foi escapar das marteladas da máquina rival, que tem um acessório na parte superior capaz de acertar os adversários até destrui-los. O Minotaur abusou de seu cilindro rotatório – um aparato que gira a mais de 10 mil rotações por minuto – para lançar o oponente para o alto e danificá-lo.
Para chegar à final, os brasileiros precisam superar mais três etapas.

Mas a competição tem um valor que vai além do entretenimento e da disputa. Dali, saem ideias que poderão fomentar os futuros robôs a nosso redor. “Esse mesmo componente que usamos na máquina de competição é o que pode ser usado na indústria nuclear ou do petróleo, por exemplo. São áreas que precisam de robôs robustos e confiáveis, capazes de tolerar as situações adversas”, exemplifica Meggiolaro.
“Uma competição é uma maneira divertida de aprender”, completa.
https://www.facebook.com/BattleBotsABC/videos/1769757299935857/


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